.O Mal de Alzheimer
Por Adriana Paravati Futema*
A doença evolui em um período médio de oito anos, contados do início dos sintomas até a fase final. O paciente vivencia sintomas relacionados a perda de memória a curto prazo e da capacidade de dar atenção a algo. Também se percebe certo grau de desorientação de tempo e espaço. A pessoa não sabe em que ano está, em que mês, em que dia. Com a progressão da doença o paciente começa a manifestar problemas de linguagem que implicam na diminuição do vocabulário e dificuldade na fala, pode também parecer desleixado ao efetuar tarefar motoras simples, como, escrever, vestir-se, devido as dificuldades de coordenação motora. A memória a longo prazo também vai se perdendo e as alterações no comportamento vão se agravando começando, então, as manifestações de apatia, irritabilidade, instabilidade emocional, chegando ao choro, ataques inesperados de agressividade ou resistência a caridade. O paciente começa a desligar-se da realidade, podendo não reconhecer parentes e conhecidos. Os pacientes vão acabar por não conseguir desempenhar as tarefas mais simples sem ajuda. A sua massa muscular e a sua mobilidade degeneram-se a tal ponto que o paciente tem de ficar deitado numa cama; perdem a capacidade de comer sozinhos.
Não há tratamento curativo para o do Mal de Alzheimer, no entanto existem intervenções que possibilitam confortar o paciente e retardar o máximo possível a evolução da doença. São medicamentos e atividades que estimulam o raciocínio, memória recente, tarefas simples como apanhar e dobrar a roupa, manter o doente ocupado, sem frustrar ou aborrecer. Estimular os sentidos como dançar, caminhar, cantar, conviver com crianças, etc.
*Adriana Paravati Futema é Fisioterapeuta, Acupunturista, pós-graduada em Fisiologia e Biomecânica da Atividade Motora Avaliação e Reabilitação, especialização em RPG (Reeducação Postural Global), Fisio dermato-funcional. É também Voluntária do INATAA com sua Labradora Gretha.
**Nas fotos: O SRD Aníbal trabalhando na Casa dos Velhinhos de Ondina Lobo, enquanto a São Bernardo Maria Clara, junto com a voluntária Cláudia, leva bem-estar aos idosos do Lar de Idosos Vivência Feliz.